Magid Osman Participa da Mesa Redonda Organizada Pela Universidade Politécnica

O economista e antigo ministro das Finanças, Magid Osman, foi um dos oradores da mesa redonda organizada na quarta-feira, 6 de Julho, pela Universidade Politécnica, sob o lema “Como Restaurar o Optimismo e a Confiança na Sociedade Moçambicana”.

Como Restaurar o Optimismo e a Confiança na Sociedade Moçambicana

O economista e antigo ministro das Finanças, Magid Osman, defendeu que Moçambique deve adoptar mais medidas para além da austeridade, para ultrapassar a actual crise, caracterizada pela recessão da economia, desvalorização da moeda nacional, o Metical, e altas taxas de inflação.

Para Magid Osman, que foi um dos oradores da mesa redonda organizada na quarta-feira, 6 de Julho, pela Universidade Politécnica, sob o lema “Como Restaurar o Optimismo e a Confiança na Sociedade Moçambicana”, uma das medidas passa por ter um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O acordo com o FMI, conforme explicou, é fundamental para restabelecer a estabilidade macroeconómica, recuperar a confiança dos investidores e, acima de tudo, proteger o que as pessoas juntaram durante anos.

“Se não aproveitarmos esta crise para fazermos reformas mais profundas, o esforço empreendido terá sido um desperdício. Se nos cingirmos apenas ao programa de austeridade, não haverá crescimento e teremos mais necessidade de endividamento. Neste caso, a dívida vai ficar cada vez mais insustentável porque está denominada em dólares”, alertou o orador.

“É possível alcançar a estabilidade macroeconómica a curto prazo (até meados de 2017) o que irá permitir ter taxas de inflação controladas e o Metical consolidado”, acrescentou Magid Osman, que se referiu também à necessidade da adopção de normas conducentes a uma nova forma de desenvolvimento, para que o País possa ter um novo paradigma económico.

Ainda sobre este assunto, Carlos Lopes, que foi o segundo orador, referiu que ao chegar a um acordo com o FMI o Governo moçambicano deve ser capaz de introduzir reformas ousadas e tomar um conjunto de medidas, com impacto a longo prazo.

Entretanto, Carlos Lopes, que é Secretário Executivo da Comissão Económica das Nações Unidas para África, defendeu que Moçambique deve conhecer a verdadeira composição, estrutura e tamanho da sua economia, para além de restabelecer a paz e estabilidade, dois elementos essenciais para que haja crescimento económico.

Este evento teve como moderador o Reitor da Universidade Politécnica, Lourenço do Rosário, para quem “o tema – Como Restaurar o Optimismo e a Confiança na Sociedade Moçambicana – remete-nos à necessidade de resgatar o papel das universidades”.

“Temos passado ao lado dos grandes debates da nação, nos quais temos o dever de participar de forma activa pois dizem respeito a todos nós. Devemos contribuir para a construção de uma narrativa baseada no conhecimento”, constatou.

Importa realçar que as conclusões desta mesa redonda e as respectivas recomendações e sugestões serão posteriormente partilhadas com instituições públicas, membros do Governo e com a sociedade no geral.

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