Cooperação Bilateral com Comunidades de Língua Portuguesa

Lourenço do Rosário, Reitor da Universidade Politécnica, fala sobre cooperação bilateral a nível das comunidades de língua portuguesa.

Lourenço do Rosário, Reitor da Universidade Politécnica, fala sobre cooperação bilateral a nível das comunidades de língua portuguesa.

“O encontro de Lisboa segue a dinâmica da CPLP, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, atualmente presidida pelo Timor Leste e que deve passar para o Brasil em julho. Tem se discutido muito, na CPLP, sobre a importância do reconhecimento mútuo da titulação acadêmica, da mesma forma que se discute a circulação de pessoas e bens nessa comunidade. Só que as universidades têm velocidades diferentes. As portuguesas e brasileiras têm uma pujança que as africanas e as do Timor Leste não têm. Entre as africanas, as moçambicanas e angolanas também diferem das de Guiné-Bissau, São Tomé e Cabo Verde. Em Lisboa, reforçamos a ideia de que a cooperação bilateral não é benéfica quando há universidades muito poderosas e outras mais frágeis. Se trabalhássemos em rede em uma plataforma, a transferência de conhecimento e a circulação de docentes e estudantes traria um equilíbrio maior para responder aos interesses defendidos politicamente pelos dirigentes das comunidades de língua portuguesa. No Timor, vamos discutir em que fase estamos na cooperação universitária e no financiamento das universidades. Outra discussão é a de que todos os países de língua portuguesa têm interesse em temas sobre o mar. Todos nós temos alguma coisa para dizer sobre o mar: história, geoestratégia, política, pirataria, tráfico no comércio internacional. Ficamos de refletir sobre como vamos trabalhar essa questão”, explica Lourenço do Rosário, Reitor da Universidade Politécnica.

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